wAgreste 02
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Auto-retrato
Pernambucano, residente no Rio de Janeiro. Analista de Sistemas. Casado, com quatro filhos.
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“Só é cantador quem traz no peito o cheiro e a cor de sua terra, a marca de sangue de seus mortos e a certeza de luta de seus vivos”
Vital Farias


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wDivagações e citações - Segunda-feira, Janeiro 30, 2012


Um imaginário nordestino

Cheguei ao Recife em 1970. No dizer de Paulo Freyre, eu me adaptava à cidade, não me integrava a ela. Era grande a sensação de despertencimento. Nascido em Pesqueira, Agreste de Pernambuco, ao concluir o ginasial, fui estudar no colégio agrícola da Universidade Rural. Para estudar Engenharia na UFPE, fui morar no Recife. Apesar de ser pernambucano, o Recife era-me, até então, indecifrável, impenetrável. Eu não vivia isolado nem me sentia solitário, porém vivia em um mundo do qual não fazia parte.
     Certa noite, eu nem me lembro como, sei apenas que fui parar no Teatro Manguinhos, no Bairro das Graças, da Arquidiocese do Recife, cedido por Dom Helder Camara a um grupo musical. Na falta de um nome definitivo, o conjunto se chamava Grupo Acauã. Eu conhecia todos os ritmos e quase todas as músicas que eles tocaram, contudo havia algo diferente na forma como eles as apresentavam. Músicas tradicionais com uma roupagem moderna; música rural sob um olhar cosmopolita; música pernambucana universalizada...
     Quando entrei naquele teatro, eu era uma ilha que nem mesmo fazia parte do arquipélago recifense. Aquele som foi o elo que me permitiu e me propiciou um vínculo permanente e indissolúvel com o Recife. A partir de então, o Recife deixou de ser indecifrável e impenetrável, aquele foi meu rito de passagem, desde então, passei a viver um permanente processo de descoberta e redescoberta do Recife; passei a fazer parte da cidade e também o Recife passou a ser parte significativa de mim.
     O Grupo Acauã ganhou o nome definitivo de Quinteto Violado e em 2011 completou quarenta anos. Infelizmente não participei da festa de aniversário no Recife, ainda bem que a comemoração se estenderá por um ano. A exposição sobre os quarenta anos do grupo foi adaptada para outros espaços menores do que aquele utilizado no Recife. Até o dia 5 de fevereiro ela permanecerá no Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro e o Quinteto Violado se apresentará do dia 2 ao dia 5, sempre às 19 horas, no auditório do mesmo centro cultural.


Centenário de Luiz Gonzaga

Em dezembro fui ao Galo da Madrugada. Mesmo sendo a maior agremiação carnavalesca no Mundo, fora do carnaval, o Galo permanece um clube à moda antiga.Aos seus eventos comparecem poucas pessoas, apenas aquelas mais ligadas às tradições culturais pernambucanas. Na noite em que estive lá, houve apresentação de grupos de caboclinhos, de maracatu e de frevo. Foi muito bom ver jovens passistas, pois percebi que apesar de toda pressão externa, sobretudo das emissoras de tevê, ritmos e danças pernambucanos permanecem vivos e se reinventam a cada dia.
     Neste carnaval, o Galo da Madrugada homenageará o centenário de nascimento de Luiz Gonzaga. Doze frevos inéditos serão apresentados pelo Galo. Recebi o CD com os frevos, dois deles compostos por amigos: A Asa Branca e o Galo multicolor, de Cláudio Almeida, interpretado por João Lima, com participação especial de Dominguinhos; e Luiz Gonzaga no Galo, de Dudu Alves, interpretado pelo Quinteto Violado. Recebi o CD com os doze frevos< alguns deles eu ouvi ao vivo, pela qualidade de todos eles,e tenho certeza de que a coisa vai frever no carnaval do Galo.


Carnaval de perneta

Sou padrinho de casamento (do segundo) da mãe de Daniel Marques. Eu o conheço desde que começou a aprender a tocar violão. Ele estudou na Escola de Música e fiquei muito surpreso ao saber que a tese de mestrado dele (que não tem laço algum com Pernambuco) sob a orientação de Turíbio Santos foi Violão no frevo.Ele criou a Orquestra Frevo Diabo, ganhou muitos prêmios e agora produziu um disco pessoal.
     Quando o Ibama fez a maravilhosa homenagem a Sílvia, Daniel levou seu violão e Chico Werneck o seu teclado. Eles jamais haviam se encontrado, o que não os impediu de improvisarem um duo. Dois dos mais talentosos jovens músicos brasileiros juntos. A festa que Sílvia gostaria de ter em seu velório, ela a teve naquela tarde, com certeza ela aplaudiria.
     Daniel distribui gratuitamente o Cd pela internet,confiram a seguir.


notícia triste | solidariedade | homenagem


MANOEL CARLOS PINHEIRO - 6:29 PM
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wDivagações e citações - Quarta-feira, Novembro 16, 2011


A Cidade cresce para a Barra

Os arquitetos e urbanistas idealizam e planejam, porém não combinam com os especuladores.
     A ganância dos poderosos não respeita sustentabilidade ou qualidade de vida.
     De acordo com o sistema vigente, o lucro é o objetivo, a razão de ser, a qualquer custo, seja da segregação social do espaço urbano ou mesmo da inviabilidade da vida humana na Terra, infelizmente já não mais uma vaga ameaça a longo prazo.

A Cidade Cresce Para a Barra - curta-metragem de Paulo Martins em Vimeo.



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MANOEL CARLOS PINHEIRO - 11:37 AM
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wDivagações e citações - Quinta-feira, Novembro 03, 2011




MANOEL CARLOS PINHEIRO - 2:42 PM
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wDivagações e citações - Segunda-feira, Setembro 19, 2011


O bonde

     Em nome do progresso e da modernidade o bonde deixou de circular no Rio de Janeiro e ninguém sabe explicar porque ele foi mantido em Santa Tereza, tornando-se símbolo do bairro. Paradoxalmente, as autoridades usam a imagem do bonde na promoção turística da cidade e tratam o bonde com descaso, irresponsável e criminoso descaso.
     Embora Papete tenha criado esta música para se referir à retirada do bonde de toda a cidade, infelizmente ela serve para ilustrar o momento de tristeza que tomou conta de Santa Tereza depois da tragédia anunciada e da suspensão da circulação dos bondes.



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MANOEL CARLOS PINHEIRO - 10:37 AM
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wDivagações e citações - Domingo, Junho 19, 2011


Imediatidade do Google desafiada

Este é o tipo de desafio que vale a pena conferir




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MANOEL CARLOS PINHEIRO - 1:24 PM
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wDivagações e citações - Quarta-feira, Março 30, 2011





MANOEL CARLOS PINHEIRO - 2:27 PM
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wDivagações e citações - Terça-feira, Março 29, 2011




MANOEL CARLOS PINHEIRO - 1:05 PM
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wDivagações e citações - Quarta-feira, Fevereiro 16, 2011


Teste de Roberto Pereira

A Besta Bufana tem entre seus colunistas Abílio Neto, um estudioso da música popular brasileira. Semanalmente, Abílio atualiza sua coluna, sempre com interessantes abordagens do universo cultural e musical brasileiro.
     Para mim é uma grande honra ter sido citado por Abílio na coluna desta semana.

É frevo, meu bem | Capiba

Pernambuco tem uma dança
Que nenhuma terra tem
Quando a gente entra na dança
Não se lembra de ninguém

É maracatu?
Não, mas podia ser
Não será o baião?
Não, mas podia ser
É o bumba-meu-boi?
Não, mas podia ser
É a dança de roda?
Quero ver dizer!

É uma dança que vai e que vem
Que mexe com a gente
É frevo, meu bem.

     Para ouvir a música, clique aqui ou abaixo
.

Saudade vai passar

Para quem gosta de Frevo-de-bloco, eis um CD do Bloco da Saudade, o Saudade vai passar, para baixá-lo, basta clicar no nome das músicas:

01 Valores do passado
02 Madeira que cupim não rói
03 Panorama de folião
04 Frevo de saudade
05 No sítio dos Valença
06 Terceiro dia
07 Chora Batutas
08 Paraquedista
09 Saudade
10 Alegorias
11 Último regresso
12 Não diga adeus ainda
13 Onde andará Maria?
14 Sonhos de Pierrô
15 Recife Antigo
16 Relembrando o passado
17 É o bloco da saudade
18 Velhos tempos de crianças
19 Saudade da saudade
20 Despedida


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MANOEL CARLOS PINHEIRO - 5:24 PM
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wDivagações e citações - Quarta-feira, Julho 28, 2010



(thank you joelzimmer)




MANOEL CARLOS PINHEIRO - 9:46 AM
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wDivagações e citações - Terça-feira, Outubro 27, 2009


Moacir C. Lopes

MANOEL CARLOS PINHEIRO - 8:35 PM
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wDivagações e citações - Segunda-feira, Outubro 19, 2009


Um ano de saudade




Algumas imagens...



MANOEL CARLOS PINHEIRO - 12:09 AM
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wDivagações e citações - Domingo, Março 22, 2009


Tenho vergonha de mim


Rolando Boldrin


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MANOEL CARLOS PINHEIRO - 12:56 AM
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wDivagações e citações - Sexta-feira, Março 20, 2009


Genéricos

     Cláudio é um gozador, no mais perfeito estilo do carioca irreverente. Ele tem uma tia que vive se queixando de problemas de saúde. Numa das vezes, ela disse a Cláudio que se sentia fraca, como se tivesse carência vitamínica, abatida, com a pele enrugada, cheia de pregas. Foi o suficiente para Cláudio não resistir a pregar uma peça na própria tia. Disse-lhe que uma colega de trabalho estivera assim, mas tomara dois remédios miraculosos e já não estava carente nem com pregas. Prometeu enviar para a tia a indicação dos remédios e o fez por e-mail.
     No dia seguinte, ela telefonou para Cláudio. Estava uma fera, pois ingenuamente ela acreditou que ele enviara fotografias das caixas de remédios, imprimiu-as e foi à farmácia mais próxima da casa dela, mostrou as fotos para um vendedor e demorou a se dar conta de que a farmácia inteira ria dela.
     Na verdade, Cláudio inventou dois medicamentos, criou suas caixas e as enviou. Atualmente, a tia de Cláudio dá a volta no quarteirão para evitar passar pela porta da farmácia. Vejam o motivo das gargalhadas, clicando aqui e aqui.

     Melancólico, ouço Nat King Cole, para ouvir, por favor, clique aqui ou abaixo
.


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MANOEL CARLOS PINHEIRO - 2:28 PM
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wDivagações e citações -


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